Nem todos os olhos nos dizem tudo de mão beijada. Por mim, gosto dos quase indecifráveis, quase impossíveis de ler. Dos pausados, dos que parecem pestanejar em câmara lenta, dos que nos deixam em suspenso sem saber se aquele olhar quer dizer sim, não, talvez ou nem por isso. Gosto dos olhos que nos obrigam a espreitar lá para dentro e nos deixam sem fôlego. Até falarem. É como os sorrisos. Os mais fáceis são simpáticos. Aqueles que estão sempre lá desenhados. Mas eu fico presa nos que explodem nas bocas sizudas, assim sem mais nem menos. Esses são muito mais reconfortantes, quentes. E por falar em quentes, lembrei-me das mãos. As minhas estão sempre frias e gesticulam para lá e para cá. Imagino que não é fácil aos outros tentar observá-las. Eu gosto de ver umas mãos quietas por uns momentos. Gosto, por exemplo, de ver uma mão a segurar um queixo, não para poder ler-lhe as linhas, porque não sei, mas para poder olhá-la. Hoje deu-me para isto. Na volta amanhã falo de pés... ou de qualquer outra parte do corpo.
10/03/09
02/03/09
Quando me sinto assim, endiabrada até aos ossos, temo pelos outros. Temo que se sintam possuídos pelo desespero de me quererem espancar e não poderem. Porque nestes dias em que me sinto assim, com um comportamento capaz de acabar com a paciência a um santo, e me ameaçam, digo logo que sei de cor o telefone da APAV. 21 888 4732. E este post, sim, faz serviço público.
26/02/09
19/02/09
17/02/09
13/02/09
Era uma vez dois rapazes, ambos com nome próprio começado pela letra B, o Benny e o Björn, e duas raparigas, ambas com o nome próprio começado por A, a Agnetha e a Anni. Quando as vidas dos quatro se cruzaram, achando eles que eram donos de uma voz bem afinada (e neste tema as opiniões dividem-se), resolveram formar uma banda. A primeira coisa que fizeram depois de tomada a decisão, foi sentarem-se em torno de uma fogueira para se aquecerem e para decidirem que nome dar ao grupo: B+B+A+A, não. A+A+B+B, também não. A+B+A+B, hmm, não. A+B+B+A, boa!, fica esse. Palpita-me que já sabem o resto da história de cor. Se não souberem, peçam que eu mando por e-mail (o documento tem perto de 13958 páginas). Seja como for, os A+B+B+A ressuscitaram. Eles ressuscitaram e eu sinto vontade de suicidar-me sempre que os ouço a gritar pela Mamma Mia. Valha-nos as fotos que se encontram por aí, que nos fazem rebolar a rir quando nos preparamos para cortar os pulsos.09/02/09
Hoje sinto-me particularmente inspirada. Tão certo como dois mais dois serem cinco.
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sem nexo (nem máquina de calcular)
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