02/04/08
01/04/08
O que se sente ao fazer sexo, como preparar-se para fazer sexo, como lidar com a ejaculação precoce, como limpar correctamente “as partes” antes e depois de fazer sexo, as melhores posições para a primeira vez, etc, etc, etc. Fiquem sabendo que há quem dê resposta a todas estas dúvidas, via e-mail. Trata-se de um eCourse, ainda por cima FREE, para gente na casa dos 20, 30 anos que anda, na minha modesta opinião, a ver passar comboios. E para provar que esta não é a minha mentira do dia, tcharan, aqui está.
31/03/08
Feche os olhos. Descontraia. Inspire e expire, calmamente. Relaxe os braços, relaxe as pernas, relaxe todo o corpo. Imagine que está num local tranquilo, numa praia deserta. Vizualize a água azul, sinta a areia na sua mão, imagine o sol a aquecer-lhe todos os poros do corpo… Então, acham que tenho jeito para isto? Ou seja, acham que a minha voz teria o poder de levá-los a essa tal praia paradisíaca, assim num abrir e fechar de olhos? Neste caso, seria mais num fechar de olhos. Comigo, digo-vos, a coisa funciona na perfeição e este fim-de-semana descobri porquê. A julgar pelo que disse este senhor, numa breve palestra sobre hipnose, parece que é porque tenho uma enorme capacidade de visualização. Para dizer a verdade, sempre senti uma certa curiosidade sobre o tema (a hipnose). Quer dizer, não me sentia curiosa ao ponto de experimentar, até porque quando entrei no pequeno auditório da Feira Alternativa de Lisboa, ia a pensar para comigo “não vou ficar firme e hirta, aconteça o que acontecer”. Apesar de acreditar no método como forma de tratamento (nos últimos tempos li qualquer coisa sobre o efeito da hipnose em pessoas que querem largar o vício do tabaco, por exemplo) sempre disse “a mim é que não me apanham”. Primeiro, porque sempre achei que fechar os olhos e responder às ordens de um desconhecido não é para mim (se não obedeço às ordens nem dos conhecidos…), depois porque sempre que mostram alguém nesse transe hipnótico, esse alguém faz quase sempre figuras ridículas. Por último, porque pensava que havia a possibilidade de não se sair daquele estado (ficar relaxadamente a dormir para sempre? Hmm, não, obrigada!). Adivinhando o que me ia no pensamento, o especialista fez questão de explicar tudo muito bem explicadinho. Ponto um, mesmo estando em estado de hipnose, diz ele que ninguém perde o controlo sobre si próprio, isto é, estamos sempre conscientes e não vamos fazer coisas disparatadas (como apertar o pescoço à parva da vizinha de cima sob a ordem de uma voz). Ponto dois, as estranhas reacções corporais que possamos ter (esbracejar, por exemplo), estão relacionadas com o nosso relaxamento profundo, que poderá provocar alguns espasmos (será isto? Espasmos? Acho que foi o que ouvi). Ponto três, todos nós despertamos do estado hipnótico. O que acontece é que algumas pessoas sentem-se tão confortáveis e relaxadas que lhes apetece ficar “um bocadinho mais a descansar”, explicou ele. Posto isto, vamos experimentar? Feche os olhos. Descontraia. Inspire e expire, calmamente. Relaxe os braços, relaxe as pernas, relaxe todo o corpo. Imagine que está num local tranquilo, numa praia deserta. Vizualize a água azul, sinta a areia na sua mão, imagine o sol a aquecer-lhe todos os poros do corpo…27/03/08
25/03/08
O despertador diz-me que está na hora de abrir o olho. Ponho um pé de fora, depois o outro. Uma das pantufas finta-me e esconde-se debaixo da cama. Tramo a gaja e sigo o meu caminho. Vou espreitar à janela com um dos pés descalços. O tempo faz caretas e isso, arghh, irrita-me. Mais do que o toque do despertador, mais do que a pantufa chica-esperta (mal sabe ela que vai ficar debaixo da cama sem ver a luz do dia). Entro na banheira e não acerto com a temperatura da água, ora muito quente, ora muito fria. Acabou o banho, volto ao quarto e abro o armário. Não sei o que vestir, mas acabo vestida. Engulo o pequeno-almoço e saio apressada. Hoje venho de pé no comboio e a pontinha de mau humor não sabe se vai se fica. Ainda nesta indecisão chegamos, eu e a pontinha de mau humor, à estação de metro. É então que o caldo entorna. Suporto a malvadez do despertador, que me acorda na melhor parte do sono, tolero a indisciplina da pantufa, aprendi a lidar com a minha falta de jeito para controlar a torneira da água, já me habituei às indecisões quanto ao que vestir, sou mulher e estamos naquela altura do ano (não confundir com aquela altura do mês). Levo tudo isto com uma descontracção razoável. O que me deixa com aquela cara número trinta e três são as cancelas do metro quando teimam em não abrir e me obrigam a voltar ao fim da fila ao lado, e da fila ao lado e da fila ao lado. Ainda me hei-de vingar daquelas grandes prostitutas. E não venham cá queixar-se do meu mau feitio.
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