É deprimente ver as notícias da noite (é deprimente ver as notícias, ponto), raramente gosto de deprimir-me assim (e muito raramente me deixo deprimir, também é uma verdade). Mas ontem, não tendo ninguém a quem dirigir uma palavra enquanto jantava, lá resolvi plantar-me na frente da televisão. E já que é para deprimir, vamos fazê-lo à séria, pensei. Liguei-me na TVI e, sortuda como só eu, fi-lo na hora H. Uma reportagem sobre o Natal dos idosos (de poucos, espero). Sei que há o costume de abandonar os animais de estimação na altura das férias de Verão, não sabia que há quem abandone idosos nos hospitais, precisamente pelos mesmos motivos. Nas férias de Natal, as famílias seguem rumo à terrinha, para os ajuntamentos festivos, e dá uma grande trabalheira carregar com os idosos. Vai daí, a coisa resolve-se deixando quem já viveu o que tinha a viver (deduzo que seja isso que se pensa) num Banco de urgência do hospital. E pasmei com a forma como a coisa é feita: dão-se moradas e números de telefone incorrectos e assim não há como devolver os idosos à precedência. Olha que bem pensado. No final da dita reportagem, garantiam que, logo após o dia 25, tudo volta ao normal. As famílias lá parecem nas urgências como se nada fosse e lá levam a 'encomenda' de volta para casa. E agora que já se sentem deprimidos, é descontrair com a imagem que se segue.
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18/12/08
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